Uma reflexão sobre o curta-metragem “Dia & Noite" (Day & Night) da Pixar

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Quantas vezes achamos que uma coisa é melhor que outra? Uma decisão é a mais acertada? Um caminho é o mais correto ou uma determinada consequência é a mais justa? Quantas vezes “tomamos partido”? Ou escolhemos apenas “um lado da moeda”?


Atitudes polarizadas fazem parte da natureza humana! Afinal é difícil conseguirmos ver todas as faces de uma mesma realidade!


Se numa sala onde a minha frente vejo somente uma porta, as vezes é difícil enxergar que atrás de mim também existem janelas. É preciso ampliar o olhar, enxergar mais além e se permitir ver pelo avesso, com outros olhos, de outro jeito, de outra forma.


Quando falamos de objetos reais, tal tarefa até que pode ser simples. Basta se virar e olhar para a sala toda!


Mas quando falamos de ideias, sentimentos e tudo mais que permeia a mente humana, a questão ganha uma complexidade não dimensionável.


A subjetividade não nos permite ver tudo com objetividade plena! Ao nascermos recebemos: herança genética, sexo, cultura, família, e todos estes contextos constituem uma determinada ideia do mundo que nos cerca. Funcionam como verdadeiras lentes entre nós e o ambiente que fazemos parte.


Porém, a ação consciente é somente um dos aspectos que regem a nossa vida. Muitas questões pairam no inconsciente, “às nossas costas”. E, por mais estranho que pareça, é dele que vêm às forças necessárias para a nossa evolução no plano da consciência.


O dilema humano da unilateralidade é comumente retratado nas mais diversas artes de maneira sensível, empolgante e criativa.


É o caso do curta metragem de animação “Dia & Noite" (Day & Night) da Pixar, que retrata o interessante encontro do Dia com a Noite, cada um com seus elementos, magias e terrores característicos.


O 'DIA' acorda e se delicia com suas conquistas! Faz florescer, produzir, alegra as pessoas e parece estar consciente de tudo a sua volta.


De repente o DIA encontra a NOITE em seu mais profundo sono e estranha esse novo elemento, seu contra pólo.


A dualidade da vida encontra aqui sua representação!


Dia e noite, luz e sombra, bem e mal, feminino e masculino, inferioridade e superioridade, consciente e inconsciente. Inúmeros aspectos da vida funcionam em oposição ao seu par. A sabedoria se fará presente em quem aprender a conviver bem com a alternância dos opostos, podendo, deste modo, oferecer desenvolvimento à sua consciência.