COMUM ou BONITA: Qual porta você escolheria?

O que você faria se tivesse que escolher entrar por duas diferentes portas: uma com a palavra COMUM e outra com a palavra BONITA? Qual escolheria? Qual faria jus a sua percepção sobre si mesma?


Antes de continuarmos nossa reflexão vamos assistir como mulheres de diferentes partes do mundo reagiram a essa proposta:



Mesmo com um viés publicitário, o experimento não deixa de chamar nossa atenção para a questão da autoestima feminina. Toca num ponto importante nos dias de hoje: qual o nosso padrão de beleza e aceitação e, como isso influencia na maneira como nos enxergamos e nos permitimos ousar diante da vida?


A forma como nos avaliamos subjetivamente tem relação com a construção da nossa autoestima. Ela envolve um conjunto de atitudes do indivíduo sobre si mesmo, especialmente no que diz respeito a capacidade que cada pessoa tem de valorizar-se, amar-se, apreciar-se e aceitar-se. É um aspecto importante da personalidade, que influência na adaptação a sociedade, na qualidade de vida, nas escolhas diárias e no autocuidado.


Assim, para detectarmos como anda nossa autoestima podemos fazer perguntas como: Que imagem faço de mim mesma? O que posso esperar de mim e dos outros? O que mereço ser, ter e posso fazer?


Nas respostas para essas questões podem aparecer crenças que variam entre dois polos como: “sou competente/ incompetente”; “consigo/ não consigo”; “vou agradar/ não vou agradar”; “o que eu faço é bom /bonito ou o que eu faço é ruim/ feio”; eu sou boa/bonita ou eu não sou boa/sou feia ou comum.


Dependendo da nossa avaliação pessoal e de nossas crenças, teremos diferentes ações diante da vida. Caso encontremos respostas positivas e encorajadoras tenderemos a agir com assertividade, segurança, confiança e iniciativa. Caso contrário, podemos nos apresentar temerosos e mais passivos diante da vida, agindo com cautela e por vezes, de maneira dependente ou resistente.


Pessoas com baixa autoestima possuem um distanciamento do próprio “self”, se preocupam em atender/agradar a expectativa dos outros, não se permitem errar, se auto desvalorizam, sofrem com sentimento de incapacidade, insegurança, impotência e pessimismo. Podem se mostrar mais tímidas ou até mesmo agir com irresponsabilidade diante da vida. Também podem ser imbuídas de um falso senso de superioridade ou vaidade excessiva para compensar e mascarar seus reais sentimentos sobre si.


Não podemos nos esquecer que a nossa autoestima é construída ao longo da vida. E isso começa na infância, geralmente associada às nossas primeiras figuras de cuidado e a sua aprovação diante dos nossos comportamentos. Assim, desde um vínculo de confiança e proteção, que responde prontamente às necessidades do bebê, até o elogios, críticas e tratamentos recebidos pela criança em função de suas atitudes, tudo funcionará como tijolos na edificação da autoestima, podendo ser construtivo ou destrutivo para si.


Com a entrada no mundo escolar e posteriormente, na adolescência, a opinião do círculo social, dos amigos, da mídia, da moda, etc. terão influência singular para a consolidação da autoestima do jovem. O bulling, a desaprovação de quem é ou o fato de não conseguir estar dentro dos padrões ditados pela cultura terão poder altamente destrutivo neste momento de florescimento da identidade e de transformação.


Todo esse conjunto de experiências do passado vão exercer influência significativa na autoestima do adulto. Em se tratando de padrão de beleza, isso influenciará no sentimento de estar bem consigo mesmo, de estar ade